Informações técnicas


Este blog é dedicado à divulgação das atividades do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar de Porto Alegre.

Localização

Rua Cleveland, 250, bairro Santa Tereza, Porto Alegre

Rio Grande do Sul – Brasil

30º03’55”SUL 51º13’04”OESTE

Altitude: 75m

Características óptico-físicas do telescópio Celestron C11

Sistema óptico: Catadióptrico Schmidt-Cassegrain; Abertura (D): 11pol (279,4mm); Distância focal do espelho primário(F): 110,2 pol (2799,1mm); Razão focal (número f) = F/D: f/10; Maior aumento útil: 660X; Menor aumento útil: 42X; Poder de resolução (s) = 11,6”/D: 0,42”; Resolução fotográfica: 200 linhas/mm; Poder de concentração de luz: 1593X; Magnitude visual limite m lim = 2,5 . log (D / 6,2) 2 + mVS: 14,7; Foco próximo com ocular: 60’; Foco próximo com câmera: 60’; Comprimento do tubo óptico: 25 pol (635,0mm); Massa: 27,5 libras (12,5kg).

Características óptico-físicas do telescópio Celestron CPC800

Sistema óptico: Catadióptrico Schimidt-Casegrain; Abertura: 8pol (203,2mm); Distância focal: 2032mm (80”); Número f: f/10; Maior aumento útil: 480X; Menor aumento útil: 29X; Poder de resolução: 0,57”; Resolução fotográfica: 200linhas/mm; Poder de concentração de luz: 843X; Magnitude visual limite: 14,7; Comprimento do tubo óptico: 17”; Massa: 42 libras (19,1kg).

domingo, 4 de outubro de 2015

Aluna conquista Ouro para o Brasil na 7a Olimpíada Latino Americana de Astronomia (7a OLAA)


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(Escrito por Cel Araujo na página eletrônica do CMPA)

A aluna Ana Paula Lopes Schuch, do 3º Ano do EM, está finalizando seu ciclo no Colégio Militar de Porto Alegre com chave de ouro, ou melhor, com uma medalha internacional de ouro.
Integrando a equipe de cinco estudantes que representou o Brasil na VII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (VII OLAA), e única menina no time canarinho, Ana Paula conquistou a medalha de Ouro e também as distinções de melhor prova individual e melhor prova de foguetes. A equipe brasileira levou cinco medalhas na competição. Além de Ana Paula, Gustavo Guedes Faria, Renner Leite Lucena e Vitor Gomes ganharam ouro, e Leonardo Martins ficou com prata. Gustavo teve a maior nota geral dentre os 38 participantes de oito países.
A Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica - OLAA - é um evento acadêmico e científico sobre astronomia e ciências afins, em que cerca de 10 países latino-americanos se encontram para compartilhar conhecimentos, criar links de comunicação e colaboração, conhecer e trocar experiências educacionais, práticas de ensino e promover o desenvolvimento dos conhecimentos científicos em Astronomia e Astronáutica. A OLAA foi fundada em 2008 e, em 2009, o Brasil realizou sua primeira edição.
A VII OLAA foi realizada no Brasil entre os dias 27 de setembro a 4 de outubro de 2015 no Hotel Fazenda Ribeirão, localizado a 200 km da cidade do Rio de Janeiro, entre as cidades de Barra do Piraí e Vassouras, contando com equipes representantes da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, da Bolívia, Colômbia e do México. A equipe brasileira foi composta pelos cinco melhores alunos da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano passado, selecionados entre 100 mil estudantes do Ensino Médio.
Essa olimpíada científica tem provas teóricas individuais e em grupos de três alunos de países diferentes. Há uma prova individual de reconhecimento do céu dentro de um planetário e uma prova de céu real envolvendo o manuseio de telescópio. Outra prova em grupo, também multinacional, visa à construção de uma base de lançamento de foguetes, além do próprio foguete, e a simulação do lançamento. Tudo é feito com garrafas Pet.
Professor entusiasmado & aluno dedicado: um binômio de sucesso
Ana Paula é uma das mais destacadas e laureadas alunas do CMPA em olimpíadas científicas, sendo multimedalhista de ouro em várias competições locais e nacionais, principalmente de Matemática, Física e Astronomia. Além de ser uma estudante inteligente e dedicada, também é membro da Legião de Honra do Colégio Militar, destacando-se ainda pela simplicidade, humildade, simpatia e auxílio aos colegas.
Seu Orientador é o Professor Mestre Luiz Carlos Gomes, criador e orientador do Clube de Astronomia, que, desde o ano de 2001, já teve oito alunos selecionados para representar o Brasil em olimpíadas internacionais dessa área.
Saiba mais sobre a OLAA e sobre o percurso astronômico do CMPA em 2010/2015 no linkhttp://bit.ly/1Oe1x0e
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Equipe brasileira
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Premiação
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Com os professores responsáveis
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Equipes participantes
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Prova observacional no Planetário
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Al Ana Paula e Prof Gomes, em plena preparação para a OLAA


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Alunos do Terceiro Ano do EM protagonizam aula no Clube de Astronomia

Essa foi uma bela experiência!

Os alunos Felipe André Bach Alves e Guilherme Meneghetti Autran de Morais, ambos do Terceiro Ano do Ensino Médio e alunos do Clube de Astronomia desde o Sexto Ano do Ensino Fundamental, assumiram a tarefa de atuarem como animadores do Clube de Astronomia na tarde de 28/9/2015. Sem a participação ativa dos professores coordeandores do Clube de Astronomia, Prof. Luiz Carlos Gomes e Antonio Carlos Paim gerenciaram do início ao fim o trabalho de medir as distâncias ao Sol dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno pelo método de Copérnico. A plateia era formada por alunos de todos os anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio participantes do Clube de Astronomia do CMPA. Parabéns, alunos Felipe André e Meneghetti, que ao final do ano estarão se despedindo da longa convivência que tiveram conosco no CMPA.


Equipe do Observatório Capítão Parobé vai a Monjolo, RS

Depois de vários dias chovendo e muitos cancelamentos das atividades astronômicas pela equipe do Observatório Capitão Parobé (inclusive o eclipse total da super-lua na noite de ontem), finalmente apareceu uma bela noite limpa e com pouca umidade na atmosfera. Nessa noite de segunda-feira fomos a Monjolo, pequena localidade a 10 quilômetros de Santo Antonio da Patrulha, RS.

Levamos o telescópio C8 para darmos início a um conjunto de atividades da EEEF Felisberto Luiz de Oliveira visando a abertura da 19 Feira do Conhecimento, coordenada pela professora Ana da Fátima Padilha Rodrigues que leciona ciências e matemática do 9º ao 6ºano, Estavam presentes no evento, além da diretora da Escola, professora Maria José de Medeiros Gil Grassmann, professores, pais e avós de alunos, alunos e outras pessoas da comunidade, num total de 47 participantes.

A Feira do Conhecimento é constituída de projetos de pesquisa produzidos por todos os alunos da escola, do Pré ao 9º Ano, orientados por seus professores. O tema gerador da feira deste ano é: " Da lamparina a querosene à fibra ótica,da pintura rupestre à digitação: tudo é Luz, Ciência e Humanidade", tendo em vista que este ano de 2015 é o Ano Internacional da Luz.

Durante o encontro o grupo teve a oportunidade de ouvir palestra sobre o que significa observarmos o céu à noite, como desenvolvermos atividades simples de observação do céu sem aparelhos, o comportamento do olho humano frente à luminosidade e a importância de preservarmos a visibilidade do nosso céu. Logo após a palestra todos os participantes se dirigiram para o ambiente externo onde se encontrava o telscópio e passamos a perscrutar o céu. Foram mostradas as principais constelações e estrelas mais brilhantes da época, localizamos a extensão da Via Láctea e observamos ao telescópio o planeta Saturno com seus anéis, detalhes das crateras da borda da Lua e a Caixinha de Joias (NGC 4755).

Embora o céu em Monjolo seja livre da luminosidade tão comum nas grandes cidades a nossa amiga Lua não cooperou, pois seu brilho intenso de pós lua-cheia atrapalhou bastante a observação à vista desarmada de alguns detalhes do céu. Mas não prejudicou a beleza do evento. Antes da Lua nascer totalmente ainda curtimos uma bela visão da Via Láctea que não temos mais em Porto Alegre.

Coordenaram as atividades os professores Luiz Carlos GOMES, Ten VICTOR Sardinha Bexiga e Gentil César Bruscato. Voltaremos!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Aluna do CMPA representará o Brasil na 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica

(Matéria escrita e publicada por Cel Araujo originalmente na página eletrônica do CMPA)
A aluna Ana Paula Lopes Schuch, do 3º Ano, partiu ontem, 27/09/2015, para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi completar a composição da equipe de cinco estudantes que representarão o Brasil na 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica (7ª OLAA) que se inicia nesta segunda-feira, 28/09/2015.
Ana Paula é uma das mais destacadas e laureadas alunas do CMPA em olimpíadas científicas, sendo multimedalhista de ouro em várias competições locais e nacionais, como a ORM, a OBMEP e a OBM.
.Confira a abaixo a matéria da Agência Brasil:

Começa no Rio Olimpíada Latino-Americana de Astronomia
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Representantes da Argentina, do Paraguai, Uruguai, Chile, da Bolívia, Colômbia e do México, além do Brasil, participam da competição (Divulgação OBA)
zOs cinco melhores alunos da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano passado, selecionados entre 100 mil estudantes do ensino médio, representarão o país, a partir desta segunda-feira (28), na 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica (OlAA), que ocorrerá no Rio de Janeiro até 4 de outubro. A abertura oficial do evento será no Planetário da Gávea, onde os estudantes farão a primeira prova prática de reconhecimento do céu. O cronograma de atividades poderá ser acessado aqui.
As delegações chegaram ao país no domingo (27) e ficaram hospedadas em um hotel no Flamengo, na zona sul da cidade. A OLAA ocorrerá também no município de Barra do Piraí, centro-sul do estado. Participam representantes da Argentina, do Paraguai, Uruguai, Chile, da Bolívia, Colômbia e do México, informou o  presidente do evento, o astrônomo João Batista Garcia Canalle, professor do Instituto de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele disse esperar que, em breve, o Peru, a Venezuela, Nicarágua e o Panamá criem suas olimpíadas nacionais e, a partir daí, formem equipes para concorrer na etapa latino-americana.
A OLAA tem provas teóricas individuais e em grupos de três alunos de países diferentes. Isso serve, ressaltou Canalle, para mostrar a eles que ciência se faz de forma coletiva e multinacional. “Já é um primeiro recado que eles acabam aprendendo: discutir suas ideias para resolver um problema, falando línguas diferentes”. Há uma prova individual de reconhecimento do céu dentro de um planetário e uma prova de céu real, “onde se aponta para dez estrelas e o aluno tem que escrever o nome delas”. A prova de céu real envolve o manuseio de telescópio. Outra prova em grupo, também multinacional, visa à construção de uma base de lançamento de foguetes, além do próprio foguete, e a simulação do lançamento. Tudo é feito com garrafas Pet. São concedidos prêmios para estimular os estudantes a se empenhar mais.
Na última edição da OLAA, no Uruguai, os estudantes brasileiros conquistaram três medalhas de ouro e duas de prata, o prêmio especial de Melhor Prova Individual por terem gabaritado os exames, premiação especial de melhor prova em grupo e de foguetes, além do título de melhor companheira da olimpíada para a aluna de Vitória (ES) Carolina Lima Guimarães. “Foi a equipe mais premiada de todas as seis olimpíadas latino-americanas”. O Brasil sempre foi líder da OLAA, disse o coordenador do evento, o astrônomo Eugênio Reis Neto. “Sempre ficou bem colocado. Sempre foi um dos melhores, senão o melhor time, da [olimpíada] latino-americana”.
Reis Neto admitiu que o bom resultado apresentado pelos alunos brasileiros estimula outros estudantes do ensino médio a entender melhor e a gostar mais das ciências. “São um exemplo para os demais. Eles já são naturalmente estudiosos, não foram selecionados à toa”. Canalle acrescentou que conhecendo mais de perto o que faz um astrônomo, fica mais fácil para o aluno decidir se seguirá ou não essa carreira, que envolve muita pesquisa, trabalho em observatórios e planetários e, paralelamente, oferece o ensino em graduação e pós-graduação.
Intercâmbio
Na avaliação do presidente da OLAA, também coordenador da competição, olimpíadas organizadas por pessoas de diferentes sociedades científicas contribuem para por em contato, mesmo a distância, cientistas e pesquisadores com os professores do ensino médio. É o que ocorre na OBA, por exemplo, disse ele. O Brasil tem experiência de 18 anos da olimpíada nacional. A OBA é feita sempre no mês de maio e inclui alunos do ensino fundamental e médio. No ano passado, 837 mil estudantes de todo o país participaram do certame.
AstronomiaJoão Batista Canalle destacou que os alunos que participam dessas olimpíadas costumam se preparar previamente, como ocorre nas olimpíadas desportivas. “E o preparar para uma olimpíada científica é estudar, o que mais queremos que eles façam. O aluno vai ler um pouco mais, o professor vai ensinar um pouquinho mais, e nós, da OBA, procuramos colaborar com os professores, fornecendo material de estudo, porque sabemos que eles não são astrônomos. Damos sugestões de atividades de observação de dia e de noite. É como se fosse um estudo dirigido a distância entre os responsáveis pela organização da olimpíada e aqueles que ensinam os conteúdos”.
Segundo o astrônomo, o estreitamento de relações é benéfico para o professor, que trabalha melhor os conteúdos com seus alunos, ao mesmo tempo em que aproxima os estudantes das ciências. A participação em várias olimpíadas permite ao aluno se aprimorar a cada edição, como acontece em provas desportivas. “O aluno sempre sai ganhando quando está estudando um pouco mais”.
Outra equipe de cinco alunos do último ano do ensino médio defendeu o Brasil, em julho deste ano, na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica, disputada por mais de 400 estudantes de 42 países, na Indonésia. O Brasil obteve quatro menções honrosas.
De acordo com informação da assessoria de imprensa da OLAA, os alunos que participarão da disputa tiveram vários treinamentos. Eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo e aprenderam mais sobre a disciplina no Laboratório Nacional de Astrofísica, em Brazópolis (MG).
Feita desde 2009, a Olaa foi criada em Montevidéu, no Uruguai, por sugestão do Brasil.
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Percurso astronômico do CMPA em 2014/2015
zComo resultado da participação dos alunos do CMPA, juntamente com outros 800 mil alunos de todo o Brasil, na XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia, realizada em maio de 2014, no final do mês de setembro 12 alunos foram selecionados entre os mil aprovados para a pré-seleção para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia que ocorrem em diferentes partes do mundo.
Após nova seletiva, desses 12, os três alunos do 3º Ano foram selecionados entre os 100 que disputaram a seletiva final em março para escolher somente os 10 que representarão o Brasil nas competições internacionais.
Desde o momento em que tomaram conhecimento de sua classificação, os alunos se dedicaram com afinco a estudar Astronomia e Astrofísica, sendo orientados pelos professores coordenadores do Clube de Astronomia e do Observatório Capitão Parobé, mesmo durante as férias de verão. Em dezembro de 2014 e janeiro e fevereiro de 2015, realizaram mais três provas classificatórias não presenciais, online. Essa foi, porém, somente a preparação final, haja vista que o trabalho de base vinha sendo feito pelos alunos e pelos orientadores já há alguns anos.
Do dia 29 de março até o dia 01 Abr, os três alunos, juntamente com o Prof. Ms. Luiz Carlos Gomes, Orientador do Clube de Astronomia, estiveram em Barra do Piraí, RJ, juntamente com cerca de 120 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e particulares de todo o País, para realizar a última etapa de um conjunto de cinco provas que definiram, então, os representantes brasileiros. Essa etapa presencial constou da resolução de vários problemas teóricos e de duas provas práticas que envolveram conhecimento do céu, utilização de equipamentos e descrição de fenômenos in loco.
Em virtude das seríssimas restrições de verbas que o CMPA e todo o setor público federal enfrentam, a ida dos representantes do Colégio só foi possível de ser viabilizada através de um grande esforço realizado pela Associação dos Amigos do Casarão da Várzea (AACV-APM).
Durante todo esse tempo, a preparação dos alunos aconteceu nas dependências do Laboratório de Física, no espaço do Observatório Astronômico Parobé e, também, nas respectivas residências, quando orientadores e alunos mantinham contatos por e-mail, redes sociais e telefone.
Como resultado desse esforço, os alunos Pedro Henrique da Silva DiasAna Paula Lopes Schuch e Adrisson Rogério Samersla foram selecionados para compor as equipes brasileiras que disputarão as olimpíadas internacionais de Astronomia em 2015. Pedro Dias foi para Java, Indonésia, onde disputou a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica, entre 26 de julho e 4 de agosto; Ana Paula competirá agora na 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, a ser realizada entre 9 e 16 de outubro, em Barra do Piraí, Rio de Janeiro; Samersla ficará na reserva de ambas as equipes.
O CMPA ressalta o trabalho competente e incansável do Prof. Ms. Luiz Carlos Gomes, criador e orientador do Clube de Astronomia, que, desde o ano de 2001, já teve oito alunos selecionados para representar o Brasil em olimpíadas internacionais dessa área.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eclipse total com super-lua ocorre no dia 27 de setembro de 2015

O Clube de Astronomia e o Observatório Astronômico Capitão Parobé, sob a coordenação dos professores Luiz Carlos Gomes, Antonio Carlos Paim e Ten Victor Sardinha Bexiga, do Colégio Militar de Porto Alegre, e tendo como convidado o professor Gentil César Bruscato, do Colégio Farroupilha, promovem na noite do dia 27 de setembro de 2015 atividade para observação orientada do eclipse lunar que ocorrerá naquela noite. O evento se estende para a comunidade de alunos, pais professores civis, todos os militares e comunidade em geral do CMPA. Para enriquecer a atvidade, no pátio Plácido de Castro será montado um centro de observação com instrumentos e aparelhos provenientes do Observatório Capitão Parobé. Todos são livres para também trazerem seus instrumentos para observação do céu.

O início das atividades ocorrerá às 21h00, momento esse em que a Lua entra na penumbra da Terra. O início da entrada da Lua na umbra da Terra, o início do "escurecimento" ocorrerá às 22h06. Às 23h10 inicia a totalidade do elcipse, isto é, quando a Lua já estará imersa na sombra da Terra. A partir desse momento não veremos a Lua escura como acontece num eclipse solar, quando o Sol fica completamente encoberto pela Lua. A Lua tomará uma cor avermelhada, pela qual é também conhecida como "lua-de-sangue". Às 23h46 ocorre o máximo do eclipse. A partir daí o fenômeno adquire um caráter inverso ao do que ocorreu até o momento. Nesse instante encerraremos as atividades, ficando por conta de cada participante sua decisão individual de observar o restante do eclipse em suas casas ou outro local.

Eclipse como este, com super-lua, somente ocorrerá outra vez em 2033, por isso a importância de podermos observá-lo. Quanto a esse aspecto, o evento somente não acontecerá se estiver chovendo ou o céu estiver totalmente encoberto por nuvens. Nuvens esparsas não cancelam a atividade.


Se quiser saber mais sobre super-lua ou mesmo sobre o evento desta noite, acesse:

http://clubedeastronomiacmpa.blogspot.com.br/2014/07/vem-ai-tres-superluas-em-serie.html

http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2015/22sep_lunareclipse/







domingo, 19 de julho de 2015

Aluno do CMPA parte para a Indonésia para participar de Olimpíada Internacional de Astronomia em Astrofísica

Na tarde de hoje o aluno Pedro Henrique da Silva Dias partiu para a cidade de Yogyiacarta, em Java, Indonésia, para participar da 9thInternational Olympiad of Astronomy and Astrophysics (9th IOAA), entre 26 de julho e 4 de agosto, conforme cronograma exibido no site do evento:

Arrival of Participants and Observers, 26 July 2015
Opening Ceremony (at the evening), 27 July 2015
The Competition 28 July, 2 August 2015
Excursion and Closing Ceremony, 3 August 2015
Departure, 4 August 2015

O aluno Pedro Dias, como já foi divulgado em reportagem anterior foi selecionado em abril para compor a equipe de cinco alunos brasileiros para participar da 9th OIAA. Desde aquela data o aluno Pedro Dias, do Terceiro Ano do Ensino Médio, tem dedicado a maior parte do seu “tempo livre” para se preparar para essa olimpíada. Para tanto tem estudado em casa e participou de dois encontros de preparação promovidos pela equipe de professores organizadores e acompanhantes da equipe olímpica brasileira, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na última semana de aula, devidamente autorizado pela Sub-Direção de Ensino do CMPA, o aluno Pedro Dias não compareceu às aulas regulares do Terceiro Ano para poder mergulhar completamente nos estudos de astronomia e astrofísica. Fez do Laboratório de Física sem local de estudos lá passando as manhãs e tardes com a mesa cheia de livros e acessos eletrônicos, bem como dispondo da ajuda dos professores de física que por lá se encontravam.


Desejamos sucesso ao aluno Pedro Dias, que mais uma vez vai representar o CMPA numa jornada internacional envolvendo astronomia e astrofísica, duas disciplinas não curriculares no ensino brasileiro.


Veja mais:

http://www.cmpa.tche.br/index.php/noticias/41100-aluno-parte-para-a-indonesia-para-competir-pelo-brasil-na-olimpiada-internacional-de-astronomia

http://clubedeastronomiacmpa.blogspot.com.br/2015/04/alunos-do-cmpa-selecionados-para.html



Lua, Vênus, Júpiter e Regulus comandam espetáculo no céu

No final da tarde e início de noite do dia 18 de julho de 2015, A lua-crescente, o planeta Vênus, o planeta Júpiter e a estrela Regulus propiciaram aos apreciadores do céu um raríssimo espetáculo no céu. Para quem olhou a configuração formada pelos quatro astros conseguiu presenciá-los configurando uma cruz, a exemplo do Cruzeiro do Sul. Em foto tirada com meu iPhone às 18h51, da rua Domingos Martins, frente ao número 546, Bairro Floresta, Porto Alegre, observamos a lua-crescente, Vênus (a mais brilhante, de cima), Júpiter (a brilhante mais inferior) e a mais fraquinha à direita, a Alfa-Leo, ou Regulus, da constelação do Leão, formam uma cruz, a imitar a constelação Cruz (Cruzeiro do Sul). Somando-se a isso, Vênus e a Lua quase formam o crescente islâmico da bandeira da Turquia.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Conjunção entre Vênus e Júpiter será observada a partir do Observatório Capitão Parobé

Na data de 30 de junho, terça-feira, ocorrerá a maior aproximação visual entre os planetas Vênus e Júpiter no céu. Em vista desse fenômeno, a equipe de professores do Clube de Astronomia e do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé, está convidando a comunidade do CMPA, curiosos e interessados e, principalmente, os alunos do Clube de Astronomia, para participar do evento. As atividades de coleta de imagem iniciarão às 17h00 e se estenderão até as 21h00, quando será apresentado um tour para reconhecimento do céu pelos presentes, com observações com e sem aparelhos. Não teremos viatura disponibilizada para conduzir os participantes, por isso cada um deve deslocar-se com veículo ou outro meio próprio. Para que façamos uma previsão do número de participantes do evento, confirme até o dia 29/06 sua presença e o número de acompanhantes através do e-mail:

clubeastrocmpa@gmail.com

Que tenhamos céu limpo na data!!!

(Crédito da foto: Gentil Cesar Bruscatto, em 20/06/2015, in Lomba do Pinheiro, Porto Alegre, RS)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Alunos do CMPA selecionados para Olimpíadas Internacionais de Astronomia em 2015


É com muita satisfação que tornamos público o resultado da seleção final para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia de 2015. Foram selecionados os alunos Pedro Henrique da Silva Dias para participar da 9th International Olympiad of Astronomy and Astrophysics (IOAA), entre 26 de julho e 4 de agosto, em Java, na Indonésia, Ana Paula Schuch, para participar da VII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (VII OLAA), entre 9 e 16 de outubro, em Barra do Piraí, Rio de Janeiro, Brasil, e o aluno Adrisson Rogério Samersla como suplente.

Essa classificação é resultado da participação de nossos alunos, juntamente com outros 800.000 alunos de todo o Brasil, na XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia realizada em maio de 2014, quando tivemos como resultado dessa primeira fase ao final do mês de setembro onze (11) alunos incluídos entre os mil (1.000) aprovados para a pré-seleção para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia que ocorrem em diferentes partes do mundo. Após nova seletiva, desses onze (11) alunos, três (3) foram selecionados entre os cento e cinquenta e três (153) que disputaram a seletiva final em março para selecionar somente dez (10) que participarão na Indonésia da International Olympiad of Astronomy and Astrophysics, e da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astrofísica.

Desde o momento em que tomaram conhecimento de sua classificação, esses alunos têm se dedicado comoventemente a estudar astronomia e astrofísica, sendo orientados pelos professores coordenadores do Clube de Astronomia e do Observatório Capitão Parobé, mesmo durante as férias de verão. Em dezembro de 2015 e janeiro e fevereiro de 2015, realizaram mais três provas classificatórias não presenciais, online.

No dia 29 de março de 2015 essa equipe, juntamente com um professor orientador da Astronomia, Prof. Luiz Carlos Gomes, esteve em Barra do Piraí, RJ, para realizar, até 01 de abril, a última etapa de um conjunto de cinco provas. Essa última etapa foi presencial e constou da resolução de vários problemas teóricos e de duas provas práticas que envolveram conhecimento do céu, utilização de equipamentos e descrição de fenômenos in loco.


Durante todo esse tempo a preparação desses alunos tem acontecido nas dependências do Laboratório de Física, no espaço do Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé e em casa, quando orientadores e alunos mantêm contatos por e-mail, redes sociais e por telefone. Porém, agora, a preparação toma um caráter mais acirrado.

Lembramos que com esses três alunos, já somamos 9 classificações para as olimpíadas internacionais, desde 2001, quando iniciamos nossas participações nessa modalidade de olimpíada estudantil. Tivemos o aluno Milton Viegas Júnior e o aluno Bruno Lion Gomes Heck em 2001, que se classificaram para a International Olympiad of Astronomy (6th OIA) na Crimeia. Na época dessa olimpíada aconteceram os ataques às Torres Gêmeas nos EUA e por esse motivo a coordenação da equipe olímpica brasileira desistiu da participação naquele ano, participando somente da 7h OIA em 2002, em Nizhnij Arkhyz, Norte do Cáucaso. Porém, como o aluno Lion se preparava para ingressar na Academia Militar de Agulhas Negras, decidiu não participar, ficando o CMPA com o único representante, o aluno Viegas, que trouxe de lá uma bela menção honrosa de participação.

Em 2005, ainda cursando a Oitava Série do Ensino Fundamental, o aluno Nathan Willig Lima foi selecionado para participar da 10th OIA, em Beijing China e em 2008 foi selecionado para participar da 13th OIA em Trieste, Itália, mas para essa olimpíada o Brasil desligou-se da OIA e não houve participação brasileira no evento. De qualquer forma, esses alunos foram premiados com viagem para a Alemanha, onde visitaram e conheceram centros de pesquisas e universidades que estão engajadas no estudo da Astronomia sob orientação da Dra. Astrônoma Thais Moté.

Na mesma época, em 2008, o aluno Otávio Macedo de Menezes foi selecionado para participar da 2nd IOAA em Bandung, Indonésia e em 2009 participou também da 3rd OIAA em Teerã, Irã.

Em 2014, tivemos a classificação do aluno Pedro Henrique da Silva Dias como suplente e Lucas Hagemaister para participar da VI OLAA, na cidade de Minas, Uruguai. O aluno Hagemaister destacou-se com um belo segundo lugar com medalha de prata e prêmio especial de melhor prova individual por ter gabaritado a prova teórica.

Os alunos agradecem à AACV pelo apoio financeiro na compra das suas passagens para o deslocamento e do professor orientador para Barra do Piraí, bem como o apoio financeiro para hospedagem e gastos terrestres desse mesmo professor. Agradecem também a disponibilidade dos professores do Terceiro Ano em alterar datas de realização e entrega de trabalhos na época que esses alunos estavam participando da última seleção e até pela liberação de horários de aula para estudos dessa ciência que não é curricular. Agradecem também a participação dos professores de física do CMPA nas frequentes intervenções, orientações e apoio na preparação daqueles alunos. Ao professor Antonio Carlos Paim pelas orientações no Clube de Astronomia. Agradecem à Sub-Direção de Ensino e à Supervisão Pedagógica pelo empenho em levar adiante o projeto, passando por cima de todas as dificuldades que apareceram até a hora de embarcarmos para a realização da última etapa.